Sobre as riquezas do mundo

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Rico é quem tem tempo, rico é quem tem vontade, rico é quem sabe ler pensamento, ler olhares. Rico é quem tem amigos que são irmãos e amores que são pra sempre – o pra sempre acaba uma hora, mas o amor perdura no vento, no tempo.

Rico é quem tem coração aberto, a mente aberta, os braços abertos, a mão aberta.

Rico é quem encontra no meio de tanta crueldade um coração para morar. E ser mais rico ainda é ter a capacidade de morar em vários corações ao mesmo tempo.

Dizer “eu te amo” é uma riqueza. Ouvir “eu também te amo” é ganhar na loteria.

Dizer “estou aqui para o que der e vier” é ser rico. Compaixão e empatia são moedas impagáveis. Ter alguém que está para o que der e vier é ser rico. Muito rico.

Esquentar a mão de alguém é ser rico. Assim como esquentar a alma. Ganhar ou dar um beijo na testa é de uma riqueza infinita.

Olhar nos olhos de alguém e ver alí amor é estar rico.

Quando pensamos em alguém com saudade e afeto estamos nos enriquecendo de amor.

Quando alguém vem do nada em seu pensamento, acredito eu que esse alguém estava também pensando em você naquele exato microsegundo. E esse encontro metafísico é incrivelmente rico.

Amor não paga conta de luz, de agua, de energia…

Amor não mata fome. Amor dá fome.

Mas amor não tem prazo, não tem data de validade, não é parcelado, não tem juros.

Amor requer troca, sim, é verdade. Mas amor tem cabimento até onde não tem cabimento.

Ser rico é saber corresponder a um amor.

Riqueza material serve pra dar trabalho.

Riqueza de amor a gente mesmo gerencia sem precisar economizar.

E no final do dia chega a conta das despesas diárias com amor: abraços, sorrisos, cafunés, colo, ombro amigo… vem tudo descrito na fatura.

E o melhor: não tem códigos de barras que leitores de códigos de barras não conseguem ler. Não tem internet banking. Não tem banco.

Não precisa abrir uma conta em banco para ser rico.

Rico mesmo é quem abre o coração.

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Sobre ser adulto, camas elásticas e sobrepeso

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{{ Trilha sonora sugerida }}

Um dia, recentemente, numa dessas viagens que eu faço à trabalho, acontecia uma festa na praça da cidade.
Tinha um pula-pula:

– Moço, eu posso ir?
– É só pra criança, senhora.
-Mas eu tenho um metro e meio.
-Mesmo assim não pode.
-Mas eu peso 45 quilos. – Fiz a carinha do gato de botas

Ele olhou pra mim de cima abaixo e respondeu
– Aonde…
– Olha moço, existem crianças gordas, tá? Se eu fosse criança eu estaria arrasada nesse momento. Só porque eu sou gorda eu não posso pular? Até parece que essa porra ia estourar com 70 quilos.

– Bote aí uns 80.
– Ah, vai tomar no cú!

Ser adulto é poder falar palavrão sem levar tapa de mãe.