Checklist

 

 

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{{Trilha sonora sugerida}}

Já passam da meia noite. Eu já tomei meus remédios, eu já cumpri TODAS as tarefas do dia – incluindo uma faxina extra no quarto. Já estou de pijama e decidi que hoje não escreverei carta de amor pra ninguém.

Coloquei um cd de música triste pra tocar e este foi o ultimo check que dei na lista do dia… que dia é hoje mesmo? Bom, hoje já é outro dia porque já passam de meia noite.

Abri minha agenda para ver as atividades de amanhã. Ou melhor, as atividades de hoje logo mais. Ir ao banco, levar documentos no contador, reunião na hora do almoço, reunião as 4 da tarde. Escrever um roteiro enquanto tomo um café. Pausa para o Pilates. Cumprir a meta de terminar o 2o capítulo daquele livro. Natação. Cinco minutos para tremer de frio. E aí o dia acaba. A noite vem e com ela a certeza de que só dormirei bem noite que vem.

A vida vai seguindo boa. Só a música que é triste. Porque sim.

Tem dias que viver é só cumprir as tarefas mesmo. E dá um gostinho bom ver aquela lista com os checks completinhos. Isso também é alegria. É saber que somos pontuais conosco.

Hoje em dia é tão difícil ser pontual com nosso coração.

Tem dias que eu abro a minha agenda para ver as tarefas e me surpreendo com um recadinho deixado por mim para mim mesma: pausa para dançar.

E esses recadinhos aparecem até no gerenciador de tarefas no meu celular para caso eu esteja muito entranhada nas atividades, lembrar de viver de dentro pra fora. E é por isso que vocês podem me ver dançando no meio da rua ou enquanto espero um ônibus. Tem uma música da Nina Simone que eu adoro dançar que diz assim: “Por que estou viva afinal? Porque o que eu tenho ninguém pode tirar. Eu tenho o meu cabelo, tenho minha cabeça tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas, tenho meus olhos, tenho meu nariz, tenho minha boca, tenho meu sorriso…”

É uma música que causa uma sensação de alegria.

As músicas tristes eu gosto pra voltar pra dentro.

Uma da manhã, e eu sigo insone e acreditando na vida fora das agendas. Nas pessoas em como elas são fora das reuniões. Em como elas são melhores foras das reuniões e que em suas agendas tão corridas quanto a minha elas também possam se tirar pra dançar. Ou tirar alguém para dançar. Um desconhecido ou um amor.

E aquela música triste agora canta:

Nobody said it was easy.
No one ever said it would be so hard
I’m going back to the start.

Volto ao início da conversa. A agenda. Nela me deixo um recadinho para amanhã: “dar um bombom para alguém”.

Ninguém falou que viver seria fácil.
Mas eu acredito que não precisa ser tão difícil.

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