Ressaca

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Ressaca. Tem um mar revolto fazendo tempestade dentro do copo meio vazio do meu peito.
E as ondas batem nas pedras do meu pensamento. Pedras estas no meio de um caminho pra lugar nenhum. As ondas batem. As pedras não quebram, tampouco aquele copo meio vazio.
E aqueles pensamentos que não dão pra esquecer… ah aqueles pensamentos. Mais duros que as pedras, mais densos que as águas dessa ressaca toda. E afundam.
Afundam em um canto tão sombrio daquele peito de copo metade vazio. E aí o pensamento faz doer o peito e o peito irrita as águas e as aguas batem nas pedras e a ressaca inunda o copo meio vazio que até chega a transbordar.
Pensar demais é provocar ressaca no peito de copo meio vazio.
Pensar de menos é deixar o mar do copo manso. Mansinho. E, por tanto, sempre metade vazio.
Eu gosto da inquietude das aguas que batem nas pedras de caminho pra lugar nenhum e dos pensamentos densos que não se pode esquecer e de como tudo isso transborda de energia o meu peito de pessimismo medido por um copo com água pela metade.
Ressaca. Ou o copo seca. Ou o copo enche. Ou seca e enche e enche e seca num vai e vem feito o das ondas.
Ressaca. Boca cheia de sede.
Ressaca é a vontade incansável e incurável de ter dentro do peito um copo metade cheio.

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